sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Prêmio Trip Trasnformadores 2009

por Thomas Tebet


Hoje vou ter que fugir um pouquinho da proposta do SalaMusical e falar de um evento que tive a oportunidade de ir ontem, o Trip Transformadores.

Esse é um evento organizado pela revista Trip, que com uma preocupação muito em falta no nosso planeta ultimamente, busca pessoas que, de alguma forma, dedicam suas vidas a transforar o mundo e a vida de outras pessoas para melhor. São pessoas que conseguem enxergar as necessidades futuras do planeta, que perceberam que alguma coisa deve ser feita, tanto em relação ao planeta que vivemos, quanto a necessidade de humanizar e ajudar as pessoas que nele vivem.

Através do Trip Transformadores a revista Trip homenageia 13 pessoas pela sua dedicação e pela dimensão de seus atos. Ao final, ainda há o Prêmio Vida Transformadores que vai para o homenageado que realizou a maior transformação dentre os 13 premiados.

Este ano o prêmio ficou com o arquiteto José Filgueiras Lima, o Lelé, criador de projetos econômicos e sustentáveis, feito com o pensamento voltado para o bem estar das pessoas. Lelé já colaborou em projetos junto com Oscar Niemeyer entre outros arquitetos. Um dos projetos mais notáveis dele é o Hospital Sarah em Brasília.


        Os premiados Lelé e Cristóvão Tezza

Agora, temos que criar um evento à altura do Trip Trasnfomadores para podermos premiar e reconhecer o trabalho - como ele busca reconhecer o dos outros- do criador deste evento e editor da revista Trip, Paulo Lima. Como foi dito no próprio evento, através desta premiação, Paulo Lima não da voz aos homenageados, mas amplifica, serve como um megafone para que esses projetos e atitudes cheguem e influenciem todas as pessoas.

Bom, pra ninguém dizer que eu não falei nada sobre música, a premiação terminou com um show de dois super guitarristas. Edgar Escandurra e Andreas Kisser fizeram um pout pourri de músicas da Legião Urbana, Nação Zumbi e mais uma que infelizmente não consegui identificar. MUITO BOM.

Então é isso aí. Temos todos que, pelo menos, nos conscientizar dos nossos atos. Tá dado o recado.


Para que quiser saber mais sobre o Trip Trasnsformadores, está aí o link

E para saber mais sobre os projetos do arquiteto Lelé

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sting dá show de conscientização durante apresentação em São Paulo

por Thomas Tebet

Apesar da forte chuva e do lamaçal formado na Chácara do Jockey, o público não deixou de contemplar a atração principal do festival About Us.

Minutos antes do astro Sting subir ao palco uma forte chuva fez com que muitos fãs fossem embora, deixando o gramado, quer dizer, o lamaçal que virou a Chácara do Jockey quase vazia. Mas bastou o show começar que a caravana de desistentes voltou e passou a ignorar chuva e lama para curtir o show de seu ídolo.

Sting foi a grande atração do festival de música About Us que ocorreu neste domingo (22/11) e que contou com outras atrações internacionais e nacionais como: Jason Mraz, Arnaldo Antunes, Lenine, Carlinhos Brown e Afroreggae
 O ex-The Police apresentou ao públco grandes sucessos da banda como "Roxanne", "Every breath you take" e " Bring on the nigth".

Para terminar o show, Sting, sempre engajado politicamente, convidou um velho amigo para subir ao palco. Sem parar a música, Sting apresentou o cacique Raoni, que junto com o cantor, protestaram contra a falta de atenção que o governo dá aos índios e contra a construção da barragem de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), onde vive.  Apersar de não ter havido tradução simultânea e ninguém ter entendido o que o cacique quis dizer, o espírito de conscientização do Festival ficou bem claro.



Sting conheceu Raoni durante o 1° Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, na cidade de Altamira (PA), em 1989, e se engajou na luta das terras indígenas no Xingu

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

The Killers faz show no Brasil

Por Mariana Milhari


O quarteto The Killers volta ao Brasil e faz show em São Paulo, na Chácara do Jockey e foi debaixo de muita chuva e poças d`água que a banda subiu ao palco. Essa foi a segunda passagem do Killers pelo Brasil, ela ja tinha vindo ao Brasil em 2007 para apresentações no Tim Festival.

A banda de Brandon Flowers pegou muita gente de surpresa quando subiu ao palco com apenas 10 minutos de atraso e iniciou o show com a música "Human", um hit de seu último album, "Day & Age", que também dá nome a turnê.

The Killers trouxe em sua turnê músicas de seu último álbum e hits como "Jenny was a friend of mine", um de seus primeiros sucessos. E ao som de "When you were young" incrementada por cascata de fogos de artifícíos e chuva de papel picado Killers se despediu do Brasil lavando a alma de milhares de fãs que ali estavam.

domingo, 22 de novembro de 2009

Para se apaixonar por Nina Simone

Por Karina Silva

Mulher, negra, com opinião própria e cantora. Nenhuma novidade, já que várias mulheres que conheço possuem estas características. Mas imagine uma mulher com este perfil, que morou nos Estados Unidos em plena década de 1960. Assim era Nina Simone.

Seu verdadeiro nome era Eunice Kathleen Waymon, porém adotou o pseudônimo de Nina Simone para conseguir cantar blues, a “música do diabo”, em cabarés da Filadélfia, Nova York e Atlantic City escondida de seus pais, que eram metodistas fervorosos.

O nome Nina foi inspirado no termo “Niña”, que significa pequenina em espanhol. Simone, por causa da atriz Simone Signoret, da qual era fã. Sentiu na própria pele o preconceito por ser negra. Por este motivo, abraçou publicamente todo tipo de combate ao racismo. Neste contexto, ela gravou o sucesso Mississippi Goddam, que se tornou o hino ativista da causa negra.

Nina Simone nunca se atou a um unico estilo musical. Durante toda a sua trajetória na música, se divertiu com o gospel, soul, blues, folk e jazz. Uma curiosidade: Nina foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova York.

Seu ultimo show ocorreu em agosto de 2000, na França, no Festival de Jazz In Marciac. E em 2003, com seus 70 anos, Nina morreu enquanto dormia.

Quer saber um pouco mais? Visite o site de Nina Simone
Esta é a Discografia completa dela.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

De volta às origens

Por Mariana Blessmann

A música é formada por três elementos principais: o ritmo, a harmonia e a melodia. Podemos afirmar que o ritmo é a base e o fundamento de toda expressão musical. Sem ritmo não há música. Acredita-se que os movimentos rítmicos do corpo humano tenham originado a música. O ritmo é de tal maneira importante que é o único elemento que pode existir independente da a harmonia e da melodia.

A harmonia, segundo elemento mais importante, é responsável pelo desenvolvimento da arte musical. Foi da harmonia de vozes humanas que surgiu a música instrumental.


A melodia, por sua vez, é a primeira e imediata expressão de capacidades musicais, pois se desenvolve a partir da língua, da acentuação das palavras e forma uma sucessão de notas característica que, por vezes, resulta num padrão rítmico e harmônico reconhecível.


O resultado da junção da melodia, harmonia e ritmo são as consonâncias e as dissonâncias. Acontece, porém, que as definições de dissonâncias e consonâncias variam de cultura para cultura. Na Idade Média, por exemplo, eram considerados dissonantes certos acordes que parecem perfeitamente consonantes aos ouvidos atuais, principalmente aos ouvidos roqueiros (trash metal e afins) de hoje. Essas diferenças são ainda maiores quando se compara a música ocidental com a indiana ou a chinesa, podendo se chegar até à incompreensão mútua.


Para melhor entender essas diferenças entre consonância e dissonância é sempre bom recorrer ao latim:Consonância, em latim consonantia, significa acordo, concordância, ou seja, consonante é todo o som que nos parece agradável, que concorda com nosso gosto musical e com os outros sons que o seguem.


Dissonância, em latim dissonantia, significa desarmonia, discordância, ou seja, é todo som que nos parece desagradável, ou, no sentido mais de teoria musical, todo intervalo que não satisfaz a idéia de repouso e pede resolução em uma consonância. Trocando em miúdos, a dissonância seria todo som que parece exigir um outro som logo em seguida.


Já a incompreensão se dá porque as concordâncias e discordâncias mudam de cultura para cultura, pois quando nós, ocidentais, ouvimos uma música oriental típica, chegamos, às vezes, a ter impressão de que ela está em total desacordo com o que os nossos ouvidos ocidentais estão acostumados.


Portanto o que se pode dizer é que os povos, na realidade, têm consonâncias e dissonâncias próprias, pois elas representam as suas subjetividades, as suas idiossincrasias, o gosto e o costume de cada povo e de cada cultura.


A música seria, nesse caso, a capacidade que consiste em saber expressar sentimentos através de sons artisticamente combinados ou a ciência que pertence aos domínios da acústica, modificando-se esteticamente de cultura para cultura.

domingo, 15 de novembro de 2009

Natura faz shows para conscientizar sobre sustentabilidade

Por Mariana Milhari

O festival Natura Nós About Us acontecerá no dia 22/11, domingo, na Chácara do Jockey. O projeto contará com a apresentação de Lenine, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Afro Reggae, Jason Mraz e Sting, que foi a atração de encerramento do festival.


Como patrocinadora do projeto, a Natura aposta na cultura e na arte como um veículo para despertar o olhar e sensibilizar o público para questões relaciondas a sustentabilidade e preservação ambiental. Além de contar com os shows, about us traz ainda tendas de Ongs de preservação ambiental nesta segunda edição do festival.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Música de John Lennon é usada para nova campanha contra a fome

Por Natália Barreto

Yoko inspirou toda uma geração de famosos ao aparecer na cama com o falecido marido John Lennon em 1969 para promover a paz mundial, enquanto a Guerra do Vietnã acontecia.

Dos eventos "Live Aid", "Band Aid" e até "Farm Aid" nos anos 1980 até a turnê de Bono pela África com o secretário do Tesouro norte-americano Paul O'Neill no início desta década, o envolvimento de estrelas pop em causas que vão da política à redução da pobreza é onipresente.

Mas nem sempre foi assim.

"Quando John e eu estávamos conversando sobre a paz mundial e o amor e essas coisas todas, fazendo coisas como a entrevista na cama, as pessoas riam de nós, você sabe", disse Yoko à Reuters. "Mas agora acho que todos estão envolvidos porque sabemos que temos que fazer algo a respeito deste mundo."

Yoko se uniu com a Hard Rock International para a campanha "Imagine There's No Hunger" (imagine não haver fome). Como em suas iniciativas anteriores, a música é presença central, incluindo uma canção de Lennon, mas seu uso evoluiu para acomodar a geração digital.

A campanha, que vai arrecadar fundos para o grupo de combate à pobreza sem fins lucrativos World Hunger Year (WHY), faz referência à famosa canção de Lennon "Imagine", de 1971.
A WHY está lançando um álbum chamado SERV4, disponível para download, para levantar o dinheiro.
 
 

Musica clássica tem lugar de destaque na Casa Branca.

Por Mariana Blessmann
 
Nesta quarta-feira o Comitê de Artes e Ciências Humanas da Presidência realizou um festival dentro da Casa Grande. Michelle Obama serviu como presidente honorária da organização.

Entre os músicos que se apresentaram estavam o violinista Joshua Bell, a violocentista Alisa Weilerstein, a violinista Sharon Isbin e o pianista Awadagin Pratt.

A tarde, Obama recebeu mais de 120 escolas locais de músicas de todo o país, para uma oficina musical.
Se a decisão de Obama de celebrar a música clássica na Casa Branca não ajudar a desmitificar esta forma de arte, Michelle Obama diz: “Não consigo imaginar o que poderia fazê-lo”.